

Abertura da gincana reuniu quatro blocos, seis carros alegóricos e apresentações no centro de Conceição do Almeida, com destaque para as mulheres que preservam a memória e a cultura almeidense
O Colégio Estadual de Tempo Integral Mandinho de Souza Almeida (CEMA) realizou, nesta sexta-feira (18), o Desfile de Abertura da Gincana “Mulheres que Constroem a Bahia: aprendizagens, soberania e justiça social”, levando para as ruas de Conceição do Almeida uma programação marcada pela educação, cultura, história e valorização das trajetórias femininas.


O desfile teve início no CEMA e percorreu o centro da cidade, reunindo estudantes em aproximadamente quatro blocos e seis carros alegóricos. Ao longo do percurso, também foram realizadas apresentações no coreto, envolvendo a comunidade e transformando espaços tradicionais da cidade em palco para as produções desenvolvidas pelos estudantes.

A proposta do desfile apresentou diferentes formas pelas quais as mulheres participam da construção da sociedade, destacando histórias, profissões, cultura, empreendedorismo e personagens que fazem parte da memória de Conceição do Almeida.
Entre as representações esteve o carro dedicado às mulheres empreendedoras, além da homenagem a Altamira Muniz, destacada como a primeira diretora da escola, valorizando a presença feminina na trajetória da educação e da própria instituição.

Bloco A destaca as mulheres na música almeidense
Entre as apresentações, o Bloco A, formado pelas turmas do Ensino Médio em Tempo Integral, levou para as ruas a temática das mulheres na música, direcionando o olhar para as manifestações culturais e religiosas que fazem parte da memória de Conceição do Almeida.
O grande destaque foi o carro dedicado às rezadeiras almeidenses, trazendo como referências Dona Nalva, Dona Lina e Mariangela.
A alegoria representou a presença dessas mulheres na preservação de tradições transmitidas de geração em geração, especialmente por meio das rezas e dos cantos presentes nas celebrações de São Cosme, Santo Antônio e Santa Bárbara, além dos Ternos de Reis.

A homenagem deu visibilidade a mulheres que, por meio de suas vozes, conhecimentos e participação nas manifestações populares, contribuem para manter viva uma parte importante da identidade cultural do município.
Ao levar essas personagens para o desfile, os estudantes fizeram uma conexão direta entre o tema da gincana e a realidade local. Afinal, falar sobre “Mulheres que Constroem a Bahia” também significa reconhecer as mulheres que constroem e preservam a história de suas próprias comunidades.
O carro das rezadeiras se transformou, dessa forma, em uma representação da memória cantada e rezada de Conceição do Almeida, aproximando as novas gerações de manifestações culturais que fazem parte da história do município.

Educação, memória e cultura nas ruas
A iniciativa também mostrou como as atividades escolares podem ultrapassar os muros da instituição e dialogar diretamente com o território. Os estudantes participaram da construção das representações, transformando o tema da gincana em uma experiência de aprendizagem que envolveu pesquisa, criatividade, produção artística e valorização da cultura local.
O desfile contou ainda com o apoio da Prefeitura de Conceição do Almeida, que disponibilizou veículos e equipamentos da estrutura municipal, incluindo tratores e caminhões, contribuindo para a composição da estrutura utilizada durante o percurso.

O depósito da Infraestrutura também foi disponibilizado para auxiliar na preparação e ornamentação dos carros alegóricos.
Com quatro blocos, seis carros e diferentes homenagens, o CEMA abriu oficialmente sua gincana levando para o centro da cidade uma mensagem construída a partir de histórias femininas.
E entre tantas mulheres representadas, Dona Nalva, Dona Lina e Mariangela ganharam um lugar especial na narrativa do Bloco A: suas vozes e suas tradições foram transformadas pelos estudantes em uma homenagem às mulheres que cantam, rezam, ensinam e ajudam a manter viva a memória de Conceição do Almeida.
Mais do que um desfile, o CEMA levou para as ruas uma parte da história e da cultura do município — contada pelas vozes das mulheres que ajudam a preservá-la.





























































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