

Retorno do escritor e jornalista foi marcado pelo lançamento de livros, pela valorização da memória local e pelo reencontro com estudantes que homenagearam seu nome em projetos educacionais.
Após cinco décadas longe de Conceição do Almeida, o escritor e jornalista Fernando Coelho retornou ao município em uma noite marcada pela literatura, pela memória e pelo reencontro com suas raízes. A ocasião também foi dedicada ao lançamento de Alforia e à apresentação de O Livro Vermelho de Xangô, obras de sua autoria.

O retorno teve um significado especial para o professor Rodrigo Nascimento, que, durante sua atuação no Colégio Estadual Mandinho de Souza Almeida, desenvolveu com estudantes dos cursos técnicos em Administração e Agroecologia o projeto “Conceição do Almeida: uma história que não foi contada”. A iniciativa surgiu durante as comemorações dos 133 anos de emancipação política do município e buscou valorizar personagens e trajetórias que nem sempre aparecem nos registros históricos locais.
Fernando Coelho esteve entre as personalidades reconhecidas pelos estudantes. Em 2023, durante as atividades relacionadas ao bicentenário da Independência da Bahia, seu nome voltou a ser homenageado na gincana pedagógica Identidade e Pertencimento do Recôncavo Baiano.

A homenagem também ganhou forma literária. Um estudante produziu a revista em estilo de cordel Encontro de Almas no Recôncavo, que reuniu Fernando Coelho, Edson Gomes e a Cabocla do Recôncavo em uma narrativa poética de valorização da cultura e da identidade regional. A produção foi levada à FLICA 2023.
Outro vínculo importante está na Turma Fernando Coelho, do curso Técnico em Administração, da qual Rodrigo Nascimento foi patrono. Durante o reencontro, também estiveram presentes Yasmim, que liderou a turma, além de Moisés, Guilherme e Letícia, ex-estudantes que fizeram parte dessa trajetória. Moisés foi responsável pela produção de duas caricaturas de Fernando Coelho, unindo arte e memória à homenagem.

Para Rodrigo, o momento representou a continuidade de um trabalho pedagógico que buscou aproximar os jovens da história de sua própria cidade. A experiência também está registrada em seu livro Eles Também Me Ensinaram: Cada história, um pedaço do professor que me tornei.
Um dos momentos simbólicos da homenagem foi a referência a uma passagem de O Livro Vermelho de Xangô, na qual Fernando Coelho escreve sobre terra e raízes. O trecho dialoga com o tema do pertencimento e com a trajetória do autor, que, após 50 anos, retorna ao lugar de suas origens.

O encontro evidenciou como a educação, a literatura e a produção artística podem contribuir para preservar a memória coletiva e aproximar diferentes gerações. Mais do que recordar o passado, a noite abriu espaço para reconhecer histórias que continuam fazendo parte da identidade de Conceição do Almeida e do Recôncavo Baiano.





























































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