Uma mulher negra foi abordada de maneira constrangedora após sair de uma loja de calçados localizada no Parque Shopping Bahia, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
O caso aconteceu em abril de 2021, mas foi divulgado apenas agora e foi registrado por uma amiga da mulher, que a acompanhava. Na gravação, obtida pelo BNews, um funcionário da loja Studio Z revira a sacola da cliente, que adquiriu os calçados no próprio estabelecimento.
Porém, o que chama ainda mais a atenção é que a abordagem foi realizada em uma outra loja do shopping, ou seja, o funcionário seguiu as mulheres até o local. “Eu quero saber por que seguiu a gente até aqui. Não conferiu isso na porta da loja não?”, pergunta a amiga.
“Eu espero um pedido de desculpas”, diz a cliente, constrangida. Em seguida, o funcionário do estabelecimento tenta se explicar, afirmando que o procedimento se tratava de uma “abordagem de rotina” e que ocorreu porque as câmeras de seguranças detectaram uma “atitude suspeita” da mulher, que, segundo ele, foi interpretada como se a cliente estivesse levando uma sandália a mais do que a que havia adquirido.
Visivelmente constrangida, a vítima ainda questiona o funcionário sobre um segurança que teria vindo na direção dela e da amiga com um par de algemas, o que ele passou a negar a todo instante. Em seguida, ele pede desculpas e volta a se justificar, reiterando que era apenas uma abordagem de rotina.
No boletim de ocorrência, registrado na 23ª Delegacia Territorial (DT) de Lauro de Freitas, a mulher contou que o funcionário abriu a sacola sem a sua autorização e que, assustada, não teve resposta. Se sentindo coagida, pediu para que a amiga fizesse a gravação.
Ao BNews, o advogado da mulher informou que, nos autos do processo movido pela cliente, a administração do Parque Shopping Bahia negou que ela procurou o setor de atendimento, embora segundo ele o contrário tenha acontecido e exista um número de protocolo relacionado à situação. Ele disse também que a loja, apesar de citada, não se manifestou em nenhum momento.
Ainda de acordo com o advogado, uma audiência para tratar do caso foi marcada para o dia 6 de junho e tanto o shopping quanto a loja já foram notificados.
Procurado, o Parque Shopping Bahia afirmou que repudia todo tipo de discriminação, disse lamentar a experiência da cliente e que este tipo de postura “não condiz com as orientações de atendimento ao público”. O shopping também afirmou que solicitou providências junto ao lojista sobre a reciclagem de seus seguranças e que mantivesse contato com a cliente.




























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