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Onde atua:
- Na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, ambos territórios palestinos.
- Mas tem líderes espalhados por outros países, como Líbano e Catar.

O que quer:
- Na língua árabe, Hamas é um acrônimo para “Movimento de Resistência Islâmica”.
- Nasceu em 1987, após o início da primeira intifada palestina contra a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
- É considerado terrorista por Estados Unidos, Israel, União Europeia e Reino Unido, entre outros.

- O estatuto do grupo terrorista, de 1988, definiu a Palestina histórica, incluindo a atual Israel, como terra islâmica e excluiu qualquer possibilidade de paz permanente com o Estado judeu. No documento, o Hamas clamou pela destruição de Israel.

- Em 2017, o grupo atualizou o estatuto, aceitando formalmente a criação de um Estado palestino provisório na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém oriental. Também afirmou que sua luta não é contra o povo judeu, apenas contra os “agressores sionistas de ocupação” – mas continuou sem reconhecer Israel.

- O novo documento também insistiu que o Hamas não é uma força revolucionária que busca intervir em outros países.
- Naquele ano, o líder do braço político do grupo afirmou: “O Hamas advoga pela libertação de toda a Palestina, mas está pronto para apoiar o Estado de acordo com as fronteiras de 1967, sem reconhecer Israel ou ceder quaisquer direitos”.
- Na ocasião, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu afirmou que o Hamas estava tentando “enganar o mundo”.

- O Hamas possui um braço armado, mas também um braço político, que, em 2006, venceu as eleições legislativas na Palestina, derrotando o Fatah. Representado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANL), Mahmoud Abbas, o Fatah é maior grupo da Organização para a Libertação Palestina (OLP).

- No ano seguinte, o Hamas expulsou o Fatah da Faixa de Gaza, tomando controle político e administrativo do território, o que levou Israel a impor um bloqueio que permanece ativo até hoje.
- O braço político e administrativo do Hamas inclui professores, médicos e urbanistas. O grupo implementou e geriu várias escolas e clínicas, controlando, por exemplo, todo o sistema de saúde e educação de Gaza.
O Hamas se firmou como principal grupo palestino contrário aos Acordos de Oslo, negociados de 1993 a 1995 entre Israel e a OLP. Após os acordos, o Hamas realizou atentados suicidas, matando civis israelenses. Depois do fracasso de uma cúpula patrocinada pelo presidente americano Bill Clinton, em 2000, e da segunda intifada que ocorreu na sequência, o Hamas continuou realizando atentados suicidas e ganhou poder e influência, enquanto Israel reprimia a Autoridade Palestina, também acusada de patrocinar ataques, conforme a BBC.
- Em março e abril de 2004, o líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmed Yassin, e seu sucessor, Abdul Aziz al-Rantissi, foram mortos em ataques com mísseis israelenses em Gaza.
-
Qual a força e como age:
- É o maior grupo armado na Palestina.
- Em 2008, os foguetes do Hamas tinham um alcance máximo de 40 km. Em 2021, o alcance chegou a 230 km, segundo afirmou Ali Baraka, um líder sênior do Hamas, que fica baseado em Londres, à agência de notícias Reuters.

- O Exército israelense diz que mais de mil foguetes foram disparados contra o país em três dias de conflito em 2021 – 90% deles interceptados pelo sistema antimísseis Domo de Ferro.
- Nos anos 1990, o Hamas tinha menos de 10 mil combatentes. Hoje, seriam 40 mil, segundo uma fonte próxima ao grupo afirmou à Reuters. O número total, no entanto, não é conhecido.

- O Hamas desenvolveu uma rede de túneis sob Gaza para facilitar fugas e a importação de armas vindas do exterior.
- O grupo também conseguiu, ao longo dos últimos anos, adquirir bombas, foguetes, morteiros, mísseis antitanque e mísseis antiaéreos.

- Segundo informações da BBC, o Hamas opera atualmente uma variedade de mísseis de longo alcance, como o M-75 (que avança até 75 km), o Fajr (até 100 km) e o R-160 (até 120 km). Também conta com alguns M-302s, que chegam ainda mais longe (até 200 km).
- Os foguetes de curto alcance são fabricados pelo grupo em Gaza. Mas, segundo o que afirmou um dos líderes à Al Jazeera no ano passado, os foguetes de longo alcance vêm do Irã, da Síria e pelo Egito.

- Ainda segundo essa liderança, o grupo recebeu US$ 70 milhões em ajuda militar do Irã – o país já admitiu que ajuda a financiar e a treinar o grupo, mas nega envolvimento no ataque de 7 de outubro de 2023 a Israel.

- Segundo uma fonte da área de segurança de Israel, no último ano o Irã aumentou o financiamento do braço armado do Hamas de US$ 100 milhões para cerca de US$ 350 milhões anuais.
- Além de receber armas de fora, o Hamas fabrica os próprios armamentos, usando para isso, inclusive, parte da infraestrutura destruída por ataques anteriores de Israel (chapas e tubos metálicos, estrutura elétrica), além de reciclagem de munições israelenses que não explodiram, de acordo com o palestino naturalizado americano Ahmed Fouad Alkhatib, em artigo para o Washington Institute.
- No ataque de 7 de outubro, o Hamas disparou mais de 2,5 mil foguetes. Combatentes em parapentes, motocicletas e veículos de quatro rodas invadiram Israel, destruindo comunidades, matando 1,3 mil pessoas e levando dezenas como reféns.
































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