O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir nesta semana, segundo auxiliares, sobre uma eventual volta do horário de verão.


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) vão apresentar nos próximos dias um estudo sobre o horário de verão nas atuais circunstâncias.

A decisão final caberá a Lula, e será uma decisão não só técnica, mas também política, já que o horário de verão mexe com a rotina da sociedade.

Histórico do horário de verão
No Brasil, o horário de verão foi instituído durante a gestão de Getúlio Vargas, em 1931 e 1932, mas só passou a ser adotado sem interrupções a partir de 1985, com o fim da ditadura militar. Ao longo do tempo, ocorreram alterações sobre os estados e as regiões que o adotaram.

Setor de bares e restaurantes
Para o setor de bares e restaurantes, o horário de verão é uma maneira de dinamizar suas atividades.

O entendimento é de que as pessoas saem do trabalho e sentem que ainda está cedo e que o momento é propício para um happy hour ou para um jantar. O setor lamenta a extinção do horário de verão desde 2019.

Além disso, defensores do horário especial argumentam que a iluminação natural na volta para casa dá maior sensação de segurança e as cidades se tornam mais pulsantes.

Com as pessoas ficando mais tempo nas ruas, há impactos positivos no trânsito, nos transportes públicos e na segurança pública, segundo essa visão.

Ajuda ao sistema em horário crítico
Apesar de, no acumulado total, o horário de verão economizar pouca energia, a medida ajuda o sistema elétrico nacional em um momento crítico: o início da noite.

Isso porque, quando anoitece, algumas usinas que compõem o sistema do país junto com as hidrelétricas — como as eólicas e as solares — geram menos energia. A solar, porque a luz do sol decai. A eólica, porque os ventos diminuem.

Nesse contexto, o horário de verão pode dar uma pequena ajuda e um alívio ao sistema elétrico. Porque, com o horário de verão, a hora de ligar as luzes passa um pouco para mais tarde, e não coincide com a hora da chegada em casa (quando vários aparelhos são ligados ao mesmo tempo).

“No fim do dia, ainda há uma pequena influência [do horário de verão]. No momento em que a geração solar, que é cada vez mais relevante, começa a cair, entram em ação fontes de energia flexíveis, como hidrelétricas e termelétricas, para atender à demanda”, explicou Sales, do Acende BR.





























































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