CFM emite pronunciamento sobre a saúde de Jair BolsonaroFoto: Antonio Augusto/STF/ND Mais; Reprodução/ND Mais
O CFM (Conselho Federal de Medicina) emitiu uma nota pública sobre a condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a autarquia, foram recebidas denúncias formais que expressam preocupação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente.
Segundo o CFM, declarações públicas e relatos de intercorrências clínicas recentes suscitaram inquietação diante do histórico de saúde do ex-presidente.
Entre os pontos destacados no pronunciamento do Conselho Federal de Medicina estão “episódios de crises agudas de diferentes naturezas, trauma decorrente de queda, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades associadas ao paciente idoso”.
De acordo com o CFM, esse conjunto de fatores demanda monitoramento contínuo e imediato, com a garantia de assistência médica adequada, envolvendo múltiplas especialidades, inclusive em situações de urgência e emergência, sob responsabilidade do Estado brasileiro.
Na nota, o Conselho reforça ainda que a autonomia do médico assistente é soberana na definição da conduta terapêutica e não pode sofrer qualquer tipo de interferência externa, “por se tratar de ato profissional que goza de presunção de verdade e respaldo ético e legal”. Leia na íntegra:
NOTA À SOCIEDADE
O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito
cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a
condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair
Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM
expressam inquietação quanto à garantia de assistência
médica adequada ao paciente. Além disso, declarações
públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam
extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas,
episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico
de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas
abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em
paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento
contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência
médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro,
inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve
ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não
podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir
presunção de verdade.
Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo
Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional
de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de
sindicância para apuração dos fatos.
Brasília, 7 de janeiro de 2026

De acordo com o CFM, “em conformidade com a legislação vigente e com o Código de Processo Ético-Profissional”, foi determinada ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal “a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos relacionados às denúncias recebidas”.

O Conselho Federal de Medicina reafirmou, por meio de nota publicada nesta quarta-feira (7), seu compromisso institucional com a defesa da boa prática médica, da ética profissional e da segurança do paciente, ressaltando que acompanhará o caso dentro dos limites de suas atribuições legais.































































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