
SAÚDE – Nos últimos dias, vídeos de pacientes com lesão medular recuperando movimentos na academia tomaram conta do Instagram e TikTok. O motivo? A polilaminina, uma substância estudada há quase 30 anos no Brasil, que promete ser um divisor de águas no tratamento de traumas na coluna. Mas, apesar do entusiasmo nas redes, cientistas e órgãos reguladores pedem cautela.
O que é a polilaminina?
Desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, a polilaminina é uma versão sintética da laminina — uma proteína natural que ajuda na organização dos tecidos e no crescimento celular.
A substância funciona como uma espécie de “ponte microscópica”. Quando aplicada no local da lesão (em casos agudos, até 72 horas após o trauma), ela estimula os neurônios a criarem novas rotas, tentando restabelecer a comunicação entre o cérebro e o corpo que foi interrompida pelo acidente.

Promessa ou realidade?
Até agora, os resultados mais impactantes vieram de um estudo preliminar com oito pacientes. Embora alguns casos, como o de Bruno Drummond — que viralizou nas redes —, mostrem uma recuperação surpreendente, a ciência exige etapas rigorosas:
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Fase de Testes: A Anvisa aprovou recentemente o início dos ensaios clínicos formais (Fase 1). Isso significa que a substância ainda não é considerada um “medicamento” oficial.
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Uso em Lesões Agudas: Os estudos atuais focam apenas em lesões recentes (agudas). Não há, até o momento, evidência científica de que a polilaminina funcione para lesões crônicas (casos antigos, onde já existe uma cicatriz consolidada).
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A Recuperação Natural: Especialistas alertam que cerca de 30% dos pacientes com lesões agudas podem recuperar algum movimento naturalmente com reabilitação. O desafio da pesquisa é provar que a melhora foi causada especificamente pela substância.

Acesso Judicial e Uso Compassivo
Devido à repercussão, dezenas de famílias têm recorrido à Justiça para obter a aplicação. O laboratório nacional Cristália, parceiro da pesquisa, já realizou 19 aplicações via decisões judiciais ou uso compassivo. O laboratório afirma confiar na segurança do composto e investiu R$ 100 milhões para transformá-lo em medicamento registrado.
Fonte: G1




























































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