Jovens desaparecidos foram encontrados com sinais de tortura e investigações seguem em andamento

As investigações sobre a morte dos quatro jovens encontrados em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no último sábado (3), após sete dias de desaparecimento, seguem em andamento. As polícias Civil e Militar trabalham com diversas hipóteses, incluindo o possível envolvimento de facções criminosas no crime.
Os corpos foram localizados no Morro do Melado. Segundo os agentes, as vítimas estavam com os cabelos raspados e os cadáveres apresentavam marcas de tortura, além de perfurações por tiros e facadas. Devido ao tempo decorrido, o estado de decomposição era avançado. Relatos policiais indicam ainda mutilações severas nas vítimas.

Ao programa Tribuna do Povo, da NDTV RECORD, o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, afirmou que a crueldade da execução e o local do crime — já conhecido por ocultação de cadáveres — chamam a atenção.
Ele pontuou que apenas uma das vítimas possuía passagem policial, por tráfico de drogas. Mendes destacou que a investigação é recente e que suposições sobre a motivação só serão confirmadas ao final do inquérito.

O capitão Daniel Duering, comandante do Batalhão de Choque da PM, informou que as cabeças das vítimas estavam envoltas em lençóis no momento em que foram encontradas.

Câmeras registraram o último momento dos jovens desaparecidos em SC
Imagens exclusivas mostram momento em que jovens desaparecidos entram em carro pela última vezVídeo: Reprodução/NDTV Record
Imagens obtidas com exclusividade pela NDTV Record mostram o último registro do grupo. Por volta das 2h45 da madrugada de 28 de dezembro, os quatro foram vistos entrando em um veículo, que acredita-se ser um carro de aplicativo.
O destino seria o prédio onde residiam no bairro Barreiros, em São José. A principal suspeita é que, durante o trajeto, eles tenham sido interceptados por membros de uma organização criminosa, resultando na sessão de tortura e no assassinato.
Quem eram os jovens desaparecidos na Grande Florianópolis:
Jovens desaparecidos foram encontrados com cabelo raspado e sinais de torturaFoto: Divulgação/ND Mais
- Guilherme Macedo de Almeida (20 anos): natural de Guaranésia (MG).
- Bruno Máximo da Silva (28 anos): natural de Guaranésia (MG).
- Daniel Luiz da Silveira (28 anos): natural de Guaxupé (MG).
- Pedro Henrique Prado de Oliveira (19 anos): natural de Araraquara (SP).
Cronologia: os últimos passos dos jovens desaparecidos em SC
Embora residissem em São José, o último paradeiro confirmado foi no Centro de Florianópolis. Câmeras de monitoramento também registraram dois deles em frente a um edifício em Barreiros antes do sumiço definitivo.
Câmera flagrou dois dos quatro jovens desaparecidos no bairro Barreiros, em São JoséFoto: Reprodução/NDTV
Segundo o tenente-coronel Cláudio Boeing, um dos jovens convidou um amigo para um bar no Centro na madrugada de domingo. Outro integrante, Bruno Máximo, enviou mensagens afirmando que estava embriagado e pretendia ver o nascer do sol na Praia do Campeche, em Florianópolis.
O alerta sobre o desaparecimento foi dado quando um dos jovens faltou ao trabalho e Bruno não entrou em contato com a família para o aniversário do filho na segunda-feira (29).































































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