De acordo com Waloar, Paulo Abreu teve várias ocupações ao longo da vida. Trabalhou como garimpeiro, dentista e, por último, construía casas em Araguaína para vender. O filho contou que ele não era de gastar muito dinheiro. O patriarca morreu em 2012, aos 77 anos, em Araguaína.

“Ele foi dentista por 30 anos. E aqui ele teve muita casa. Ele só fazia uma, vendia, fazia outra, vendia. Aqui na região do centro mesmo, até hoje mora meu irmão numa casa que ele deixou”, explicou Waloar.

Mala de dinheiro e garrafa com moedas
Poucos dias depois da morte do pai, Waloar e os irmãos entraram na casa dele e encontraram a mala recheada de cruzados. Ao todo havia 32 milhões de um dinheiro que não poderia mais ser usado e nem trocado, pois deixou de ser usado no início de 1989.

Além das notas, Paulo também acumulava moedas antigas em uma garrafa, mas esse dinheiro os filhos sabiam da existência.

“As moedas, ele botava em um vidro aberto, todo mundo via dentro de casa. Tem até moeda de duzentos réis, de quatrocentos réis. Toda moeda que ele trazia da rua, jogava lá dentro. Moeda velha, moeda antiga. Papai é de 1937. As moedas, nós sabíamos, mas o dinheiro [de papel], não”.


Comente este post