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Willian e Gabriel Jesus têm até aqui estatísticas medíocres na Copa

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Os gols do Brasil contra a Sérvia, que deixaram a equipe tranquila na partida, foram feitos pelo meio-campista Paulinho e pelo zagueiro Thiago Silva. É algo simbólico para o desempenho de dois dos jogadores de ataque da seleção, que estão com estatísticas abaixo da média.

O ponta Willian teve apenas três finalizações nestes três primeiros jogos. Nenhuma no gol adversário.

Para comparação, a reportagem analisou todos jogadores que atuaram ao menos 90 minutos e estão em seleções que já passaram para as oitavas.

Na média, os pontas (a posição do brasileiro) dessas equipes alcançaram quase duas finalizações certas.

O ponto aqui é que o técnico Tite parece ter poucas opções para trocar Willian.

Douglas Costa, que entrou no lugar dele contra a Costa Rica e teve bom desempenho, se machucou. Ainda não está certo quando ele poderá retornar a atuar.

Nas eliminatórias, que marcaram uma arrancada fulminante da seleção quando Tite assumiu o posto, uma característica que chamou a atenção é que os atacantes passaram a participar mais das ações defensivas.

Nem aqui Willian consegue se destacar na Copa até o momento. Ele não fez nenhum desarme —a média dos demais atletas é de quase duas.

Nesse quesito, um jogador brasileiro que vem sendo criticado aparece positivamente. Gabriel Jesus é o centroavante que mais conseguiu desarmes (5), à frente, por exemplo, do uruguaio Cavani (3).

A questão é que, para a posição dele, o que se espera mesmo são gols ou ao menos participação ofensiva decisiva.

Aí a situação fica ruim.

Jesus não balançou as redes e não teve nenhuma finalização certa nas três partidas.

Na média, os jogadores da posição finalizaram corretamente duas vezes.

Após a partida, Tite afirmou em entrevista que segue confiando no atacante do Manchester City, artilheiro da seleção desde que o treinador assumiu o cargo.

Mas lembrou de Firmino, que também entrou contra a Costa Rica e foi bem.

Se Willian e Gabriel Jesus trazem desconfiança, Neymar e Coutinho vão ganhando papel cada vez mais preponderante no setor ofensivo.

Os dois estão entre os jogadores com o maior número de finalizações certas até aqui. Neymar fez um gol, Coutinho, dois.

O desempenho dos dois ajuda a colocar a seleção como a que mais finalizou no gol adversário até aqui, entre as equipes que passaram de fase.

Também está entre as que mais trocam passes certos perto da área rival.

Na defesa, o jogo contra a Sérvia pode ter trazido alguns sustos, mas a seleção segue como uma das equipes que menos levaram chutes à sua meta até aqui (foram apenas 19, melhor desempenho, ao lado do Uruguai).

O Brasil ganhou 74% dos confrontos na defesa, melhor indicador dos times já classificados. Atrás vêm Rússia (71%) e Uruguai e França (69% cada um).

Em resumo: a defesa parece sólida até aqui, dando base para que o ataque também deslanche. Neymar e Coutinho parecem já estar nesse caminho. Faltam outros dois.

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