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Transtornos no aeroporto de Salvador ainda são constantes para usuários

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A entrega de novos espaços no Aeroporto Internacional de Salvador, como parte das obras de requalificação iniciadas em março de 2018, não tem livrado passageiros de problemas como falta de climatização, mudanças de percursos e desorientação dentro do terminal.

A partir da noite desta segunda-feira, 26, o equipamento passou a contar com a unificação dos embarques internacionais e domésticos que, segundo Júlio Ribas, CEO do Salvador Bahia Airport, é uma tendência mundial. A medida se consolidou com a entrega da 1ª ponte internacional do novo píer, que fica no segundo piso, onde já estavam acontecendo embarques e desembarques nacionais.

Mesmo com as entregas que vêm acontecendo, passageiros como a paulistana Kátina Guimarães, que esteve na manhã de ontem esperando um voo para São Paulo, reclamam da desorientação dentro do terminal.

“Fiz todo o procedimento como de costume, até aí foi tudo normal, mas depois tive muita dificuldade para encontrar o meu portão de embarque e acabei precisando perguntar a outras pessoas que não souberam me informar. Depois que encontrei o portão, estou mais aliviada. Agora é só esperar o horário certo e viajar”, disse a passageira, que procurou por placas de sinalização no aeroporto, mas encontrou poucas, as quais, segundo ela, não a ajudaram.

Sinalização

Queixa semelhante vem do empresário José Santos, que precisa vir a Salvador semanalmente. Ele aponta que o desembarque vem sofrendo constantemente com mudanças de percursos, poucas sinalizações e presença reduzida de fiscais, o que leva os passageiros a serem guiados pelo seu próprio fluxo, necessitando inclusive atravessar duas pistas de asfalto de um saguão para o outro.

Santos também reclama do processo de embarque em voos noturnos, quando costumam ocorrer atrasos consideráveis, levando o usuário a sofrer também com a ausência de serviços como os de alimentação na área de embarque, que passa a abrigar mais obras e deixa de oferecer espaços funcionando para compra de alimentos ou mesmo água.

“É inadmissível que uma empresa com a experiência de gestão de diversos aeroportos no mundo nos faça engolir esse tratamento, os baianos merecem respeito, não se pode aceitar como normalidade uma situação absurda, se comparada com os demais aeroportos das principais capitais, levando em consideração a importância de Salvador para fomento da economia e do turismo”, afirma o empresário.

Um outro problema a que os usuários acabam se submetendo é a falta de climatização em alguns espaços do aeroporto.

Calor

No corredor de embarque, por exemplo, mesmo passando rapidamente pelo local, os passageiros encontram a área abafada e portas com materiais que colaboram com o aquecimento do espaço.

A Salvador Bahia AirPort, em nota, fez esclarecimentos sobre as placas de orientação do local dizendo que “trabalha continuamente para atualizar as sinalizações provisórias ao longo do terminal, visto que durante as obras alguns acessos podem ser alterados”.

Já em relação à climatização, comunicou que “já foram realizadas instalações de cerca de 2 km de tubulações para o sistema de refrigeração e ventilação, além da construção de uma nova central de água gelada, que deve melhorar a sensação térmica no aeródromo”.

Mesmo com os contratempos, a publicitária Mariana Vasconcelos, da cidade de Recife, não encontrou problemas que considerasse grave.

Para ela, que visita a capital baiana pela terceira vez com os dois filhos e o marido “é possível e nítido perceber que o aeroporto está em reforma”, mas que a solução “é só ter um pouco de paciência, pois as interferências são necessárias para proporcionar futuras melhorias”.

O terminal da capital baiana recebeu no ano passado uma média de 8 milhões de passageiros. Com a conclusão das obras contratuais em 31 de outubro, o local terá capacidade ampliada para receber até 15 milhões de pessoas anualmente.

Com a entrega do novo píer, que aconteceu nesta segunda, 100% dos passageiros passarão a embarcar no segundo piso. Os usuários, independentemente do destino, após passarem pelos canais de inspeção poderão circular pelo mesmo ambiente e usufruir dos mesmo espaços comerciais, os quais são maiores do que os que ficam na área pública.

Os passageiros só precisarão se separar no momento do embarque, quando terão que ir para seus respectivos fingers, corredores que ligam o terminal à aeronave.

As obras previstas no contrato com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) serão totalmente entregues até o dia 31 de outubro. Mas, segundo o CEO do Salvador Bahia Airport, Júlio Ribas, “ainda continuarão acontecendo obras pequenas de manutenção no aeroporto”.

De acordo com ele, serão entregues até o final de outubro outras obras que vão além das que integram o contrato, como a troca da iluminação por lead, instalação de tecnologias de energia solar e outras.

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