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Policlínica de Escada abre nova disputa entre governo e prefeitura de Salvador

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Um jogo de empurra começou a ser travado entre o governo do estado e a prefeitura de Salvador com a construção da policlínica de Escada, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A assinatura de autorização do início das obras foi assinada na manhã deste sábado (24), mas o debate político entre o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto teve início nesta sexta-feira (23).

Rui afirmou que a unidade não terá os mesmos serviços, como tomografia e ressonância magnética, a pedido da prefeitura de Salvador. Segundo o governador, o serviço é definido por quem vai operar o equipamento e a prefeitura solicitou a retirada destes serviços. O governador não quis responder se foi por disputa política.

Prontamente, o secretário de Saúde de Salvador, João Antônio Rodrigues, afirmou que rechaçou as declarações do governador e disse que foi “ato discriminatório”, pois a unidade é bem diferente das que o estado fez em outros municípios.

Sobre o “pedido” da prefeitura, Rodrigues afirmou que a proposta de exclusão dos exames citados foi feita em consenso e apresentada pela própria SESAB (Secretaria de Saúde do Estado), alegando que daria acesso aos mesmos na rede hospitalar estadual. “O que até o momento não aconteceu”, completou.

Repercussão

Após o embate, parlamentares aliados ao governador levaram a discussão para a seara político-eleitoral. O deputado federal Afonso Florence (PT) afirmou “a culpa é de ACM Neto. Mais uma vez a incompetência do prefeito prejudica o povo de Salvador e ele (ACM Neto) tenta jogar responsabilidade para o governo do estado”.

Segundo o parlamentar, o custeio das policlínicas é feito através do contrato de rateio do Consórcio de Saúde, do qual o Governo do Estado participa. “O fato é que a Prefeitura de Salvador decidiu não participar do consórcio. Já o Terminal Pituaçu 2, que tem capacidade para 280 mil passageiros dia e 175 ônibus hora, até o momento, só opera com ônibus metropolitano sem sequer uma linha da capital. A incompetência do prefeito ACM Neto e sua mesquinhez política prejudicam o povo de Salvador”, explicou Florence.

O deputado estadual Alex Lima (sem partido) também se pronunciou. Disse que “ao invés de trabalhar para melhorar a cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) na capital, o secretário estaria disseminando declarações maldosas com o objetivo de desclassificar o trabalho do governador”. “Parte do custeio das duas policlínicas em Salvador não será financiada pelo Governo porque o prefeito ACM Neto, mesmo ciente das regras do consórcio, escolheu não se consorciar. É uma pena que o secretário perca tempo disseminando declarações maldosas. Ele poderia estar tentando tirar Salvador do topo entre as capitais com a pior cobertura do Programa de Saúde da Família”, disse estadual.

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