Home Destaques do Dia Outdoor de colégio particular com ensino infantil gera polêmica por trazer à tona a discussão de gênero nas escolas

Outdoor de colégio particular com ensino infantil gera polêmica por trazer à tona a discussão de gênero nas escolas

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alorizar as diferenças e incentivar o diálogo estão entre as frases que fazem parte da campanha publicitária do Colégio Miró, que é particular e fica localizado no bairro da Barra, em Salvador. Com banners no site que chamam para estes valores, o que chamou mesmo a atenção e está gerando polêmica entre os pais e alunos é um outdoor com foto de jovens e uma única palavra: MeninXs – Criando seu tempo. O uso do X nas palavras faz parte de um sistema conhecido como “linguagem não-binária” ou “linguagem neutra”, um conceito defendido por ativistas dos movimentos feministas e Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT) que tem como objetivo descaracterizar o “binarismo” da linguagem, isto é, a ideia de que palavras são necessariamente femininas ou masculinas.

O Miró é voltado para o Ensino Infantil até o Fundamental II. Com a divulgação da mídia, os pais procuraram a escola e buscaram um posicionamento, cuja palavra usando um X levantou questionamentos sobre a discussão de gênero nas escolas.

O debate sobre as questões de gêneros serem discutidos dentro das escolas públicas foi motivo de protestos na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-Ba), em 2016. O Plano Estadual de Educação foi aprovado sem a inclusão dos termos “gênero” e “sexualidade”, a palavra “diversidade” foi mantida. A votação em primeiro turno foi por unanimidade e em segundo turno oito deputados votaram contra as emendas que pediam a retirada dos termos citados.

Em julho deste ano, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma decisão liminar. Ele deu ganho de causa a uma ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contra a lei municipal aprovada em Foz do Iguaçu (PR) que proibia a veiculação de “conteúdo relacionado à ideologia de gênero” ou “à orientação sexual” e até mesmo a “utilização do termo gênero” nas escolas municipais da cidade.

O PCdoB alega que tal norma violaria preceitos da Constituição e que cabe apenas à União legislar sobre “as diretrizes e bases da educação” no país. Ainda segundo os comunistas, a proibição da abordagem do tema nas escolas seria “verdadeira censura”.

Após a polêmica com o outdoor e discussões dos pais nos grupos de whatsApp, o Colégio Miró emitiu um comunicado sobre a campanha. A direção do colégio foi procurada durante todo o dia, mas não obteve êxito. Confira o comunicado do Miró aos pais:

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