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Moradores e comerciantes da Barra já não sabem o que fazer após onda de violência

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Os casos de violência não são mais novidade em nenhum ponto de Salvador. Desta vez, as vítimas estão numa área bem localizada, região nobre e com um dos mais altos impostos da cidade. Os  clientes não suportam mais conviver com os constantes casos de assaltos em torno do Shopping Victoria Center, na Barra. Já os comerciantes estão perdendo vendas e convivendo com a constante insegurança instalada nas imediações.

O desabafo do vendedor Sidnei Vieira, 42, representa a fala de outros empresários do centro de compras. Ele cita a instabilidade do comércio e dificuldade de conviver com a impunidade de criminosos.

“Segurança é a maior prioridade que nós temos nesse momento, preservar a vida das pessoas que querem trabalhar. Nós ficamos apreensivos, não existe paz e o governo precisa trabalhar para melhorar isso. Eu só vejo o povo honesto pagar o preço”, diz. E continua o trabalhador com um discurso um pouco mais inflamado.

“O povo honesto está precisando de direitos e bandido precisa ter tratamento pesado. O governo tem de proporcionar paz para quem trabalha e contribui com a sociedade. As pessoas que pagam  impostos merecem um cuidado especial. A crise, a violência, emprego, economia, tudo depende da segurança pública. A gente precisa de polícia 24h por dia e nos bairros periféricos, principalmente”, desabafa.

Uma aposentada, que se identificou apenas como Hilda, mora na região e toma algumas medidas para não entrar nas estatísticas de violência. “Eu me sinto vulnerável assim como todo baiano e brasileiro em qualquer lugar. Aqui eu escuto muitos casos de assalto e evito sair sozinha”, afirma.

Quem transita por diversos lugares da capital, como é o caso do motorista de Uber, Itamar de Almeida, 51, compara os registros de insegurança e diz que é possível falar sobre assaltos em qualquer ponto de Salvador. Para ele, não existe diferença entre os bairros.

“A violência está em todo canto. Recentemente fui assaltado e levaram pertences também dos meus passageiros. A marginalidade se instalou e não há separação de locais. A história se repete. O crime é figura carimbada na Bahia”, afirma.

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