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Mercado do Peixe tem queda de 60% nas vendas por conta da pandemia !

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A pandemia do novo coronavírus chegou para mudar a relações da população mundial por causa das medidas de distanciamento social para evitar aglomerações e o avanço dos casos da doença. Em Salvador, comerciantes sentem essa mudança às vésperas da Sexta-Feira Santa.

Os vendedores de peixe e marisco já apontam uma redução de 60% em relação aos últimos anos, referente ao mesmo período. No Mercado do Peixe, em Água de Meninos, a movimentação está bem abaixo do que nos anos anteriores, conforme relata o comerciante Luiz Carlos Maigaver, em entrevista

“Tá péssimo, caiu mais de 60% em relação ao ano passado. Isso acontece por conta da pandemia já que não pode ter aglomeração. Quando era normal, isso aqui estava cheio”, lamenta.

A redução apontada pelos comerciantes, contudo, ainda não foi contabilizada pela Bahia Pesca. Procurada pelo VN, a empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) informou que é possível que seja verificada uma redução na procura por peixes e mariscos.

“Ainda não temos essa estimativa, já que essa é uma situação inédita. Entretanto, há a perspectiva de aumento no consumo, por conta da tradição da semana Santa, quando há maior procura por pescado, mas em ritmo menor do que o verificado em anos anteriores”, informa.

Determinação

A diminuição da clientela está diretamente ligada a uma das medidas de segurança decretadas pela prefeitura para evitar o contágio pela Covid-19. Desde domingo (05), a entrada no mercado passou a ser controlada, com a permissão de acesso de 50 pessoas por vez. Do lado de fora, os clientes que aguardam para entrar no estabelecimento devem manter a distância de um metro, conforme orientado pelas secretarias municipais de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e Ordem Pública (Semop).

A ação de ordenamento conta ainda com a participação da Limpurb, Superintendência de Trânsito (Transalvador) e Guarda Civil Municipal (GCM). Os comerciantes locais foram orientados sobre a importância da medida e os lojistas externos foram notificados pela Sedur para não permitirem a aglomeração na porta dos estabelecimentos sob pena de ter o local interditado.

Outro lado

Apesar da redução apontada por comerciantes, nem todo mundo sente essa diferença. Esse é o caso do casal Graziele e Sandro Batista, que decidiu antecipar as compras para o tradicional almoço de sexta. Para a mulher, ainda falta fiscalização para garantir o distanciamento exigido pela Prefeitura.

“A movimentação está acima do que eu esperava. A fila está se organizando, mas não tem 1,5 m de distanciamento. Eu também percebi que as pessoas estão nas ruas e não estão usando as máscaras, que já foi a recomendação da OMS”, diz Graziele.

“A fila está um pouco desorganizada, pois falta consciência da população e dos estabelecimentos. As pessoas estão aglomeradas e nem todo mundo está usando máscara. Algumas pessoas se previnem e outras não”, completa Sandro.

Quem também aponta aglomeração é o comerciante Antônio Luis. “Os clientes têm que ficar do lado de fora e pegar uma fila, isso não acontecia. Eles estão proibidos de entrar no mercado, mas está havendo aglomeração na fila, tem que ter bom senso”, afirma.

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