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Justiça uruguaia nega extradição e determina liberdade de doleiros presos na Câmbio, Desligo

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A Justiça do Uruguai negou a extradição e determinou a liberdade de quatro réus da Operação Câmbio, Desligo que estavam presos no país vizinho. A decisão, desta segunda (1º), é da juíza Maria Helena Mainard Garcia, de Montevidéu.

A decisão estabelece que sejam soltos os irmãos Raul e Jorge Davies, que têm dupla nacionalidade, e os uruguaios Francisco Melgar e Raul Zoboli Pegazzano.

Eles estavam presos preventivamente desde maio e foram denunciados sob acusação de associação criminosa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, mas negam ter cometido irregularidades. O Ministério Público Federal pediu a prisão dos quatro com fins de extradição, para que eles respondessem ao processo no Brasil.

Os irmãos Davies movimentaram US$ 25 milhões entre 2011 e 2017, segundo os delatores da Câmbio, Desligo, os também doleiros Vinicius Claret (conhecido como Juca) e Cláudio Barbosa (o Tony). Eles também são réus em processo da Lava Jato e já apareciam no caso Banestado, precursor da operação.
A juíza afirma em sua decisão que eles não foram incriminados no Uruguai.”Se entende que o pedido em trâmite não cumpre com o princípio da dupla incriminação, em conformidade com o disposto em artigo do acordo de extradição entre estados partes do Mercosul”, disse no despacho.

Segundo um dos integrantes da defesa dos doleiros no Brasil, José Augusto Marcondes de Moura Júnior, eles já foram libertados. O advogado também defende o principal réu da Câmbio, Desligo, o “doleiro dos doleiros” Dario Messer, que está foragido.

Os Davies também tinham pedidos de habeas corpus feitos no STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não havia decidido sobre o caso.

Nos últimos meses, uma indefinição do governo federal chegou a atrasar o julgamento da extradição dos doleiros, como revelado pela Folha de S.Paulo.

Depois de iniciar a contratação de um advogado local para representar os interesses do Brasil na causa -ou seja, a extradição e reparação de prejuízos aos cofres públicos-, a AGU (Advocacia-Geral da União) suspendeu o procedimento.

Mesmo com a liberdade, o processo contra os quatro réus continua tramitando normalmente no Brasil.

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