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Bellintani defende Guto e comenta sobre negociações com Globo, EI e reforços

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O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani concedeu uma entrevista esclarecedora à Equipe dos Galáticos, na noite desta terça-feira (24). O dirigente comentou sobre diversos assuntos de grande importância para o clube.

Entre os temas abordados pelo mandatário estão as negociações com Globo e Esporte Interativo por contratos de transmissões de TV, e também com a Arena Fonte Nova pela renovação do vínculo do Tricolor com o estádio.

Bellintani também falou sobre a busca por reforços e saiu em defesa do técnico Guto Ferreira, que segue sem o apoio de parte da torcida.

Confira detalhes do que foi respondido pelo presidente do Esquadrão:

Avaliação da sua gestão
A gente não consegue prevê tudo. Mas, diria que, no geral, o planejamento que a gente fez para a temporada vai se confirmando. Não só pelos resultados em campo, que até foram com um pouco de dificuldade, como no início do ano, mas também fora de campo. Conseguimos melhorar as finanças e toda a estruturação econômica do Bahia.

Processo de mudança para a Cidade Tricolor
Está dentro do cronograma que a gente previu, desde o processo eleitoral. Havia a necessidade, primeiro, de um projeto. O espaço está lá, mas nunca foi utilizado e foi degradado com o tempo. Precisamos reformar, adequar algumas coisas e também construir mais dois campos de treinamentos lá. Temos um projeto junto ao Ministério dos Esportes e estamos aguardando a aprovação até julho para captarmos esses recursos e iniciarmos as obras.

Negociação com a Globo pelo contrato de TV aberta
É uma negociação paralisada. Temos ainda um tempo para a efetivação, se for o caso, mas hoje está paralisado. O Bahia colocou uma meta, um objetivo a ser alcançado com pay-per-view e TV aberta. São os dois que ainda não negociamos com ninguém. São dois contratos que tendem a ter duração de seis temporadas, de 2019 a 2024. Por isso, precisamos ter muito cuidado, pois vai impactar no futuro do Bahia. Meu dever é zelar pelo futuro do clube.

Problemas de contrato com o Esporte Interativo
A gente tem algumas questões relativas a contrato com o Esporte Interativo. É um contrato muito importante, que também requer cuidado especial. Estamos discutindo termos desse contrato. Há uma coisa que nos incomoda muito, que foi descoberto pelo Bahia na nossa chegada. Percebi um pagamento a mais ao Palmeiras, que teria recebido R$ 100 milhões de luvas, o que é vedado pelo contrato. Se pagou R$ milhões aos outros clubes, não poderia ter sido pago R$ 60 milhões a mais ao Palmeiras. Isso nos daria, em tese, um direito de buscar esses R$ 60 milhões. Notificamos o Esporte Interativo, ele não confirmou nem negou a informação. Já sobre os R$ 40 milhões pagos em 2016, foram sim a título de luvas, não há dúvidas quanto a isso. O que há dúvidas é que alguns dos anexos do contrato não nos permitem chegar a conclusão se os valores a serem recebidos anualmente estão corretos ou não. Me parece que não estão, que são menores do que deveriam. É um contrato um pouco confuso e impreciso. Por isso notificamos o Esporte Interativo e estamos aguardando a resposta.

Renovação com a Arena Fonte Nova
O contrato da Arena já venceu em 4 de abril. Não conseguimos concluir as questões necessárias para a renovação e prorrogamos por mais 30 dias, até 4 de maio. Diria que a última grande negociação concluímos agora a noite. Agora, partimos só para os detalhes de redação. É um contrato para os próximos três anos. Foi uma discussão grande, com lavagem de roupa suja. Ambas as partes fizeram suas avaliações do que aconteceu até aqui. No final das contas, foi uma negociação proveitosa para o Bahia e a Arena. Há avanços no sentido operacional, temos uma possibilidade de intervir muito mais na gestão da Arena, inclusive indicando um profissional para defender os interesses do Bahia na gestão da Arena, um executivo. A questão do museu, também, da loja, que deveremos inaugurar até o início do ano que vem. Além disso, coisas relativas a patrocínios, placas. Tem também o desejo da Bamor de retirada das cadeiras daquele lugar que ela fica, pois muitos torcedores ali desejam assistir aos jogos em pé. Uma nova segmentação da Arena, elementos econômicos. Todo aumento de público, a partir de 2018, o Bahia terá um valor a mais a receber. Diria que cada vez mais a Arena Fonte Nova vai se constituindo como a nossa casa.

Busca por reforços, entre eles um meia
Em janeiro contratamos 11 jogadores. Hoje, temos três meias de bom nível no elenco. Temos Vinicius, Régis e Allione. Não acho que, hoje, caiba mais um meia no Bahia. Não temos urgência, nada para que seja feito às pressas. Contratação nem sempre resolve. O que a gente vê, é que clubes que contratam 20, 30 jogadores por temporada não têm resultado no final. Estamos investigando o mercado, atentos a uma boa oportunidade. Já citei Rone, por exemplo, que foi do Cruzeiro. Surgiu uma oportunidade e nos interessava. Enviamos um emissário até o Japão para negociar, mas infelizmente não foi possível. Temos limitações orçamentárias e não podemos fazer loucuras, gastar dinheiro à toa.

Copete (Santos) e Gedoz (Atlético-PR)
O Copete foi pontuado. Chegamos a uma rápida sondagem. O salário dele e valores que foram pedidos de luvas estão acima do teto do clube e, por isso, descartamos logo. O Bahia tem um teto, hoje, de no máximo R$ 150 mil. Nossa folha, hoje, gira em torno de R$ 2,7 a 2,8 milhões. O Gedoz, hoje, não está  disponível para negociação e, por isso, não avançamos. O Atlético-PR, hoje, não libera ele. Pode ser que amanhã venha a liberar, mas por enquanto não libera.

Mudanças na Copa do Nordeste
Se o Nordeste fosse um país, não teríamos esse campeonato que está aí. Teríamos uma Copa do Nordeste de pontos corridos. Apresentamos uma proposta a alguns clubes, que gostaram. Hoje, avançamos juntos como uma proposta coletiva. Nossa proposta é uma Copa do Nordeste de pontos corridos, com os quatro melhores avançando e assim se enfrentando com 1º contra 4º e 2º contra 3º. Queremos uma Copa do Nordeste com nível técnico robusto e não com nível técnico que repita os campeonatos estaduais. Não podemos ter um jogo em dia de quinta-feira, às 21h50, com Bahia e Altos na Fonte Nova. Isso não atrai público. Temos hoje também o Vitória atuando bastante nisso, com seu presidente Ricardo David e o vice Chico Salles, que têm sido importantes nesse processo para tentar melhorar a Copa do Nordeste.

Defesa de Guto Ferreira
Acreditamos muito no trabalho de Guto. Compreendemos alguns questionamentos da torcida, quando quer um time mais aguerrido, mas precisamos ter calma também. Às vezes, o jogador não rende em uma partida aquilo que pode render, ou até por mérito do adversário, que consegue neutralizar jogadas. É possível ficar indignado quando o time não joga bem, mas também é possível ter mais paciência. Precisamos ter mais tolerância com o todo do trabalho. Sou uma pessoa que sabe reconhecer erros, dar um passo atrás quando necessário.

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