Home Destaques do Dia Árbitro de vídeo na Copa do Brasil vai custar R$ 700 mil

Árbitro de vídeo na Copa do Brasil vai custar R$ 700 mil

6 min read
0
0
200

A empresa Broadcasting Televisão Ltda vai receber cerca de R$ 700 mil da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para operar o sistema de árbitro de vídeo (VAR) em 14 partidas da Copa do Brasil.

A companhia foi a vencedora da licitação lançada pela entidade em fevereiro e vai cobrar R$ 50 mil por partida, valor semelhante ao estipulado pela confederação para adotar serviço no Campeonato Brasileiro deste ano.

Em fevereiro, a maioria dos clubes não aceitou pagar a quantia para ter o VAR no torneio. A confederação também não quis pagar pela implementação da tecnologia.

A CBF decidiu bancar o VAR a partir das quartas de final da Copa do Brasil por receber parte da cota dos direitos de transmissão, o que não acontece no Brasileiro.

A empresa vencedora, produtora que também trabalha para a Globo em suas transmissões de futebol, operou o árbitro de vídeo na final do Campeonato Pernambucano do ano passado e na decisão do Catarinense deste ano.

A licitação para operar o VAR é uma tentativa da CBF de dar transparência ao negócio após a entidade protagonizar uma série de escândalos de corrupção.

Segundo os participantes, o edital foi exigente e encareceu o custo da operação. No documento, ao qual a Folha teve acesso, a CBF exige do vencedor um satélite disponível.

A CBF informa que a obrigatoriedade do satélite é uma medida de segurança para a transmissão segura dos dados. Em Portugal, clubes usam rede de fibra óptica para fazer a transmissão das imagens.

A fibra óptica também será adotada na Copa da Rússia para a transmissão de imagens dos estádios a uma central de vídeo em Moscou.

A entidade determinava que a empresa vencedora atuasse como uma espécie de transmissora das partidas.

A Globo, que detém os direitos de transmissão da competição, não aceitou ceder suas imagens para o VAR.

No edital, a CBF não permite que os demais concorrentes contestem a escolha, que foi anunciada na tarde da última quinta-feira (19).

No artigo 8.4, o texto diz que a confederação não é “obrigada a justificar nenhuma de suas decisões relacionadas a este convite e/ou ao processo”.

Em seguida, a CBF afirma que “a parte que esteja apresentando uma oferta renuncia a quaisquer direitos que possa ter, no que diz respeito a contestar qualquer decisão”.

A entidade justifica que incluiu o artigo por tratar-se de concorrência privada e que informou a escolha a todas as empresas que enviaram proposta para a concorrência.

De acordo com especialistas em direito administrativo consultados pela reportagem, o processo de avaliação da proposta não é objetivo.

No documento, a CBF estipula cinco critérios (menor valor, situação financeira da empresa, grau de compromisso, experiência e capacidade em realizar jogos), mas não faz tabela de pontuação para definir a melhor proposta.

A confederação afirma que todos os critérios foram avaliados e que a decisão levou em conta aspectos técnicos e financeiros.

O edital inclui também um artigo que estipula que os participantes da licitação se comprometam a cumprir fielmente leis anticorrupção.

Além disso, a entidade impede que sócio, dirigente, gerente ou integrante da empresa, além de seus companheiros, sejam integrantes da CBF.

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar Mais Por projetus
Carregar mais em Destaques do Dia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Vejam também

Área de lazer é inaugurada na Vila Ruy Barbosa em Salvador

Uma nova área de lazer foi inaugurada no bairro de Vila Ruy Barbosa, na Cidade Baixa, na n…