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Amigos de Temer ficaram em cela sem descarga interna

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Os amigos do presidente Michel Temer que foram presos na semana passada, como o advogado José Yunes, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima, ficaram em celas com vasos sanitários —mas as descargas só eram acionadas duas vezes por dia, segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. Todos foram presos na Operação Skala, e soltos por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

De acordo com a publicação, além de conviver com o mau cheiro, eles eram obrigados a escovar os dentes nos vasos, já que os banheiros não tinham pias. A limpeza de boca e mãos era feita com garrafas de água deixadas no local.

O inquérito investiga o suposto pagamento de propina por empresas do setor dos portos para agentes do governo em troca de favorecimentos nos contratos. Foi instaurado a partir dos depoimentos de Joesley Batista e Ricardo Saud, delatores da Operação Lava Jato.

Em maio de 2017, um decreto assinado por Temer umentou o prazo das concessões das áreas portuárias de 25 anos para 35 anos, com chance de prorrogação por até 70 anos. Segundo a Procuradoria Geral da República, o decreto teria sido editado em troca de pagamento de propina ao presidente e seus principais aliados.

 

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